Marketing e Negócio

Oportunidades, barreiras e requisitos para vender online na Alemanha

No que diz respeito a vender online, a Alemanha ocupa o TOP 3 dos mercados online da Europa, acompanhada pelo Reino Unido e a França. 60 milhões de alemães compram através da internet, sendo que por ano, são realizados cerca de 1.500 milhões de envios B2C.

Em 2017, os alemães adquiriram produtos no valor de 58.500 milhões de euros. A Associação Federal de Comércio Eletrónico e Pedidos por Correio (BEVH) prevê um crescimento de 9,3% do comércio online na Alemanha.

A Alemanha importa, através da internet, maioritariamente produtos provenientes de lojas da Holanda, França, Bélgica, Itália e Polónia. A nível internacional, China, EUA e Reino Unido.

Confiança, lealdade, familiaridade, qualidade e segurança são valores muito importantes para um consumidor alemão, que prefere retalhistas locais reconhecidos e credíveis. É por isso que os vendedores portugueses que pretendam introduzir-se no mercado alemão devem contar com um website local, traduzido em alemão e com domínio .de, assim como garantir a presença de uma declaração legal que confirme a identidade do proprietário do website. Para além do mais, deve incluir selos de qualidade e certificados, de forma a reforçar a perceção de segurança por parte do utilizador.

Ter um website responsive é crucial. Segundo um estudo da eMarketer, o comércio de retalho em mobile na Alemanha alcançará os 22.390 milhões de euros este ano. Ou seja, as vendas através de dispositivos móveis representam quase 39% de todas as vendas e-commerce para particulares nos finais de 2018.

 

Características do mercado alemão

De acordo com um estudo da empresa tecnológica Lengow sobre o panorama do e-commerce na Alemanha, os compradores preocupam-se especialmente em como são utilizados os dados pessoais fornecidos, a segurança dos pagamentos, os prazos de entrega e as políticas de devolução.

Na Alemanha, de acordo com a lei europeia, os consumidores gozam de 14 dias para fazer uma devolução, sem que seja necessária qualquer explicação e certamente, o mercado alemão, apresenta elevadas taxas de devolução. Há que as considerar no momento da tomada de decisão de entrar neste mercado e para reduzir os custos, talvez seja uma boa solução dispor de uma morada de devolução local.

No que respeita aos métodos de pagamento, o mercado alemão desfruta das suas particularidades. A forma de pagamento mais comum é o ELV (um método eletrónico de pagamento de débito direto apoiado pelos bancos alemães), seguindo-se o cartão de crédito. Também é comum a recorrência ao Safort Bank (um tipo de pagamento muito popular na Alemanha, idêntico a uma transferência bancária na qual o consumidor só tem de verificar o pagamento), Giroplay (um procedimento de pagamento online oferecido por mais de 1.500 bancos e caixa de poupança, open invoice (ou pagamento através de fatura, à posteriori) e finalmente Pay Pal.

Formas de pagamento na Alemanha/ Germany E-commerce Outlook

 

O que compram os alemães?

Os alemães compram sobretudo produtos multimédia (23%), roupa e calçado (19%), eletrónica de consumo (9%), utensílios de casa e mobília (5%) e alimentação e bebidas (4%). Segundo o mesmo estudo de Lengow, no ano de 2016 foi gasto em média 1.157€ em compras online.

 

Variedade de alternativas de entrega

Os compradores alemães, encontram-se cada vez mais abertos a alternativas de entrega, como os pontos de recolha ou as packstations. A DHL Parcel, por exemplo, dispõe de uma rede própria com 28.000 pontos de recolha. Para além do mais, começam a surgir inovações como deixar o envio de um utilizador no interior do seu veículo. Definitivamente, a maturidade do mercado do comércio eletrónico na Alemanha representa uma concorrência mais feroz, no entanto, também a certeza de que as compras online serão cada vez mais habituais, e ainda que conquistar a confiança dos consumidores alemães possa levar o seu tempo, num futuro próximo poderemos contar com clientes leais à nossa marca.

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