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Noções básicas de programação para E-commerce

Se o E-commerce faz parte do seu dia a dia mas não tem qualquer base em programação, então certamente já se deparou com algumas dificuldades técnicas que acompanham a profissão ou passatempo.

Mesmo quando utiliza plataformas como  WordPress ou o Shopify, existem sempre limitações que gostaria de evitar. E até quando as limitações não são para si um problema, de certeza que encontra uma certa dificuldade em compreender o que pode ou não fazer no campo da personalização e features, o que são processos simples e o que poderia levar anos a levar a cabo?

Por isso mesmo, hoje O valor da entrega traz até si, uma curta formação em programação, para que comece a ver este tema de uma forma diferente.

Antes de avançarmos, deve estar a pensar “se existem plataformas que permitem que eu trabalhe E-commerce sem saber programar uma linha que seja, porque vou ler este artigo?” A verdade é que existem sempre coisas que podem ser melhoradas e quem sabe se aquela questão que anda a tentar mudar há meses não é mais do que uma linha de código?

Ora, se vamos falar sobre programação, há uma coisa que temos de clarificar já! Programar para um website ou para uma aplicação são duas questões muito distintas. Apesar da programação não ser mais do que gerar linhas de código que dão ordens a uma máquina e esta, por sua vez, as interpreta à sua maneira e devolve informação consoante as mesmas. Na realidade, existem centenas de linguagens de código distintas e no caso destas duas vertentes (mobile e web) os processos são completamente divergentes.

A conceção de que um programador consegue operar em qualquer sistema e até reparar computadores não está necessariamente correta. Um programador pode realmente conhecer e desenvolver várias linguagens, mas nem todos o fazem ou sentem necessidade de o fazer.

Se já lhe passou pela cabeça que seu website pode evoluir para uma app, agora já sabe que não basta reproduzir o website e exibi-lo na App Store ou na Google Play Store (até programar para Android ou iOs é completamente diferente). Existe muito trabalho envolvido não só no que respeita ao código como também relativamente à experiência do utilizador e design.

Mas vamos agora focar-nos nos websites concretamente:

Neste âmbito, temos de compreender que existem duas vertentes de programação: o front end e o back end.

Para ajudar a descrever cada uma destas vertentes, vamos recorrer a uma metáfora. Imagine-se um hotel. Existe uma parte do hotel onde circulam os hóspedes. Onde tudo está arrumado, arranjado e bonito para melhorar a sua estadia e levá-los a regressar. E depois existem os “backs”, que são os corredores interiores por onde circulam os funcionários e trabalham para responder às necessidades e pedidos dos clientes.

No caso da programação, a situação é idêntica. O devloper de front end vai trabalhar a parte do site com a qual o utilizador interage e aquela que ele observa. Tal como os hóspedes do hotel vão interagir com o interior do mesmo. Neste caso, as linguagens utilizadas são, entre outras, HTML, CSS e JaveScript.

O programador de back end responsabiliza-se pela interação entre o website e o servidor, possibilitando que o mesmo funcione como um todo e apresente a informação necessária, da mesma forma que os funcionários trabalham nos “backs do hotel” para cumprirem a sua função. Neste caso, as linguagens de programação utilizadas são por exemplo Go, Clojure, C#, PHP, Java, Python, Ruby, entre outras.

No fundo, a diferença entre front end e back end é grande, no entanto, existem programadores que apenas conseguem realizar uma versão e outros que conseguem atuar perante as duas.

Nem todos os websites precisam que sejam desenvolvidas estas duas vertentes, mas para possibilitar a maximização das suas funcionalidades, é crucial que ambas sejam trabalhadas de um ponto de vista geral e não enquanto individualidades, já que uma e outra acabam por estar fortemente ligadas apesar das diferenças que apresentam.

Agora que já compreende as diferenças entre as várias linguagens e funções ao nível da programação, certamente adquiriu uma visão mais técnica sobre o tema e deve continuar a investir.

Esta foi a primeira vez que abordámos este tema e como tal, optámos por uma incisão muito específica e superficial. Mantenha-se atento ao nosso blog para caminhar connosco o caminho da programação.

 

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