E-COMMERCE

Como vender na Europa: loja online vs marketplace

Vender através de uma loja online própria ou num marketplace? Esta é a pergunta que fazem muitos vendedores offline quando querem dar o salto para o e-commerce. Cada uma das duas opções tem os seus pros e contras, que devemos conhecer antes de tomar uma decisão.

Dispor de uma loja online própria permite-lhe controlar todos os aspetos da venda dos nossos produtos: os preços, as imagens, o design e a usabilidade do site, as ofertas que faz, a gestão dos pedidos, o stock, a faturação, entre outros. Além disso, com uma loja online própria vai construindo a sua marca e pode conhecer melhor os seus clientes, seguindo os seus hábitos de compra.

Por outro lado, requer contar com mais recursos técnicos e económicos para poder criar uma loja online atrativa e que funcione de forma ágil, segura e fiável. E, ainda mais, se o país em questão não for o de origem.

Por sua vez, vender num marketplace confere visibilidade desde início. De fácil acesso a milhares de clientes internacionais e com tráfego garantido, sem os custos de lançamento de uma loja online própria nem necessidade de ter conhecimentos técnicos para o mesmo, a plataforma encarrega-se da logística, da gestão de devoluções e da segurança dos pagamentos e podendo despreocupar-se das tarefas de manutenção e adaptação do site para a venda nos diferentes dispositivos, como smartphones ou tablets.

Além disso, a exportação de produtos através de um marketplace resulta muito melhor e é mais económica para Pequenas e Médias Empresas (PME): reduz o risco que pressupõe a entrada em novos mercados e oferece serviços necessários, como a tradução automática das páginas dos produtos à venda e formas de pagamento internacionais.

Como inconvenientes, num marketplace irá partilhar o espaço com a sua concorrência, que estará apenas a um clique de distância. Também não existirá a liberdade de mostrar os nossos produtos como pretendido. Terá de pagar uma mensalidade para estar presente nesta plataforma e ainda é possível que tenha de pagar uma comissão por cada venda que realize.

Optar por ambas as soluções não é incompatível: pode tentar atrair os consumidores para a sua loja online sem renunciar vender os nossos produtos em lojas de terceiros. Neste sentido, o estudo “Rise of the Global Marketplaces”, realizado pela Ecommerce Foundation e a Nyenrode Business University, na Holanda, inclui os conselhos que três dezenas de CEO’s de todo o mundo dão às PME’s que vendem online para lidar com os marketplaces. Os três principais são: em primeiro lugar, utilizar os marketplaces para incrementar as suas vendas nacionais e internacionais e aprender com eles; em segundo lugar, optar por um modelo de marketplace especializado; e, por fim – mas sempre em simultâneo – trabalhar na construção da sua própria marca.

Que marketplace escolher?

E como sabemos qual o marketplace que mais nos convém? Existe um amplo leque de opções. Em função do seu público-alvo, existem os marketplaces business to consumer transversais, de carácter multisetorial – como a Amazon, eBay ou Aliexpress e os business to consumer verticais, especializados num determinado setor, como a Farfetch – em moda. Também há espaços peer to peer, de vendas entre particulares – como o OLX – e, por fim, business to business, vendas entre negócios – como o Alibaba.

Em função do modelo operacional, podemos distinguir entre os marketplaces que vendem em formato de leilão, como o eBay, e aqueles que fazem “flash sales, ou vendas rápidas, como o Privalia. A Amazon também conta com os dois tipos de vendedores: o “seller” ou retalhista e o grossista, orientado para as vendas a fornecedores e fabricantes. No primeiro caso, o gigante americano permite-lhe optar entre a opção de controlar a sua gestão de pedidos e envios, ainda que seja a Amazon a ocupar-se de todos os detalhes (Fulfilled By Amazon – FBA).

Quanto à sua penetração territorial, existem gigantes, como a Amazon ou o Alibaba, com presença em praticamente toda a Europa. No entanto, existem países que têm líderes de mercado locais nos quais devemos estar se quisermos entrar nesse mercado com sucesso. Por exemplo, na Holanda, o mais popular é o Marktplaats, que pertence ao eBay; nos países nórdicos, Schibsted; na República Checa, Heureka, e na Polónia, o Allegro. A plataforma de e-commerce britânica Linnworks fez uma lista que pode ajudá-lo a escolher o mercado certo para o seu produto.

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