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Avançar em análise de métricas digitais – Parte 1

Gemma Muñoz. Cofundadora e CEO de A arte de Medir

A chave do sucesso não está nos dados, mas no impacto que estes têm no negócio. No império da big data, o importante não é ter muita informação, mas sim a que realmente faz falta para enfrentar um projeto e conseguir aquilo que se pretende. Portanto, definir os processos mais adequados para estabelecer uma estratégia de dados correta é um passo fundamental, sobre o que é refletido neste artigo.

O Big Data já não é uma promessa. Está aqui e já provoca alterações profundas em muitas indústrias. A análise de todos estes dados disponíveis está a tornar-se num elemento de disrupção. A análise de informações de grande volume, de diversas fontes, a grande velocidade e com elevado grau de flexibilidade é um fator diferenciador para as empresas.

Para começar, gostaria de contextualizar, porque tudo o que estamos a viver atualmente é produto da velocidade dos últimos anos, pelo que 90% dos dados mundiais atuais foram gerados nos últimos dois anos… E chegou a hora de aproveitar isso. Até agora, 80% do esforço respeitante aos dados ocorreu na integração e na gestão de qualidade do mesmo. Aprendemos que, sem ter muitos dados diferentes, podemos aceder ao conhecimento.

Estamos a aprender que o importante não é ter muita informação, mas sim que é muito mais importante dispor da que realmente precisamos. Como os dados devem ser uma vantagem competitiva, uma vez que a informação será a alavanca que pode encorajar as organizações a fazer esse salto diferencial operando de forma mais rápida e mais sólida.

Já avançámos para desvendar o quê e o porquê daquilo que aconteceu ao nosso negócio. É hora de saber o que poderia acontecer. A ideia é simplificar as métricas, passando de milhões de dados para as métricas ideais dos nossos negócios e partir de questões chave para obter todas as hipóteses. A partir do momento em que alcançamos o equilíbrio perfeito entre métricas necessárias e as hipóteses baseadas na análise das mesmas, temos permissão para atuar.

Que tipo de dados temos? Os que encontramos nos diferentes sistemas dos nossos negócios, os que temos à nossa disposição nas diferentes redes sociais ou sistemas externos e os dados que estão à nossa disposição, em muitos casos, disponibilizados por governos e diversas instituições para os unir e ter um ecossistema sólido o suficiente para tomar decisões.

Tal como a plataforma online de séries e filmes Netflix faz, são decididos os títulos a adquirir com base nos dados fornecidos pelos utilizadores. Indo ainda mais além, decidiu produzir uma nova série com base nas necessidades dos utilizadores que não podem ser cobertos pelo mercado atual (por exemplo, a série House of Cards). Deste modo, pode partir de uma posição privilegiada no momento de negociar com os produtores o preço dos filmes e das séries que lhe interessam.

Portanto, trata-se de gerar ideias, melhorar os processos atuais, as cadeias de valor tradicionais e implementar novos negócios de dados, além de gerir riscos, minimizar as fraudes e, obviamente, atrair, angariar e manter clientes.

Não perca a segunda parte deste artigo.

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