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A revolução dos métodos de pagamento

Quando o mundo do e-commerce começou a despertar, estabelecer um método de pagamento foi um passo simples para se começar a comercializar produtos. No entanto, à medida que a indústria foi crescendo, as lojas online aperceberam-se de que mais do que uma comodidade, os serviços de pagamento disponíveis numa loja online são uma ferramenta de conversão capazes de aumentar as vendas até 7%.

Fatores como inserir o cartão de crédito, verificações via SMS, entre outros métodos, são vistos como uma barreira pelos clientes, no momento de concluírem a compra de um produto online, torna-se, portanto, um dos desafios da indústria eliminar este tipo de barreiras através da implementação de métodos de pagamento mais ágeis, simples e seguros.

Para começar, atualmente 50% das lojas online já possuem um sistema que permite guardar os dados dos cartões de crédito dos clientes, facilitando o pagamento de compras futuras.

Isto estimulou o crescimento de sistemas de venda “one click”, que potenciam a impulsividade dos compradores e o aumento do consumo médio de cada cliente.

No futuro, espera-se que os sistemas Token, semelhantes ao usado pela Apple Pay, permitam às lojas online ter um token exclusivo associado a cada cliente, aumentando assim a segurança do processo de pagamento e a sua simplicidade.

Isto representou um aumento significativo dos pagamentos eletrónicos. Segundo a Universal Pay, uma empresa do setor, no primeiro trimestre deste ano os pagamentos com cartão subiram 13%, o que significa que ultrapassaram os pagamentos em dinheiro como o método preferido dos consumidores.

Atualmente, o uso dos cartões atinge 72,5% das compras diárias, e apenas os jovens entre os 18 e os 24 anos continuam a realizar as suas compras maioritariamente em dinheiro.

Outra das mudanças mais relevantes é a forte entrada dos pagamentos através do telemóvel. Atualmente 40% das compras já são feitas através de telemóvel, e só este ano podemos observar um aumento de 45% em relação ao ano anterior. Da mesma forma, a entrada da nova diretiva PSD2, que permitirá pagamentos em tempo real através de transferência bancária, potenciará este método de pagamento.

A tudo isto deve se acrescentar o aparecimento do Voice Commerce. Com a comercialização de assistentes de voz como o Google Home, o Alexa, as compras via voz também irão aumentar. Num futuro muito próximo a maioria dos dispositivos terão um microfone incorporado com a capacidade de comunicar com inteligência artificial, estima-se que em 2020 50% das consultas online sejam feitas através de voz.

Contudo, todas estas inovações, que pretendem agilizar as nossas compras, necessitam de uma infraestrutura que permita realizar transferências seguras sem incomodar os utilizadores com constantes verificações. Portanto, empresas como a MasterCard pretendem implementar tecnologias como a inteligência artificial e o BigData para combater possíveis fraudes.

Hoje em dia, já é possível utilizar parte desta tecnologia. Em 2017, foi lançado, em conjunto com a Subway, um serviço que integra o processo de compra num chatbot no Facebook Messenger e é expectável que este serviço se expanda a outros clientes no futuro.

Um dos métodos mais revolucionários que a empresa está a desenvolver é uma Inteligência Artificial capaz de reconhecer o utilizador através de diferentes parâmetros biométricos, incluindo a forma como segura o telemóvel ou escreve.

O objetivo final é criar uma “Trusted Commerce Platform” que unifique as diferentes modalidades de pagamento através de uma plataforma capaz de pagar por si mesma em qualquer situação. Isto quer dizer que, independentemente da forma de pagamento, será a Inteligência Artificial, e não o cliente, a responsável por efetuar todos os processos necessários e pela verificação do usuário (inserir dados, dar permissões etc.), de tal forma que no futuro veremos inclusive compras “Machine to Machine”, em que nenhum ser humano intervirá na transação.

Em suma, todas estas transformações nos pagamentos eletrónicos podem ser resumidas numa afirmação de Bruno Degiovanni, VP Digital Payments  na Westen Europe Mastercad, que afirmou que “Em cinco anos as formas de pagamento vão mudar mais do que nos últimos 50 anos.”

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