Gestão e Logística

5 formas de combater a Falsificação na Cadeia de Abastecimento

A falsificação tornou-se um problema generalizado para o setor de logística, mas existem soluções disponíveis para ajudar a evitar que os produtos falsificados entrem nas cadeias de fornecimento.

Os produtos falsificados marcaram quase todos os setores da economia global. Esse problema tem aumentado nos últimos anos, com vários produtos falsificados vistos no mercado – desde bolsas de marcas de luxo e leite contaminado com melamina na China, a remédios na Índia.

A International Trademark Association estima que 404 bilhões € de produtos falsificados foram negociados em 2016.

Para as empresas, os produtos falsificados podem representar danos financeiros e de reputação irreversíveis. Os consumidores também enfrentam enormes riscos à saúde ao consumirem produtos falsificados, como remédios e alimentos.

Felizmente, existem maneiras de impedir que os produtos falsificados entrem na cadeia de suprimentos graças à tecnologia, por isso analisamos cinco opções que as empresas podem considerar para proteger a sua marca e fornecer garantia aos clientes.

  • Implementando tecnologias de autenticação em produtos

Uma das maneiras para que as empresas podem impedir que produtos falsificados entrem na sua cadeia de suprimentos é implementar um regime robusto de acompanhamento e rastreamento.

As tecnologias de autenticação incluem marcas d’água ou identificadores de produtos seriais que podem ser verificados pelo usuário. Outros recursos de segurança, incluem marcas que são visíveis somente sob luz UV, papel especial com micro fibras embutidas difíceis de recriar que também dificultam a obtenção de uma réplica dos produtos.

  • Fornecendo aplicativos de verificação de usuário fáceis

As empresas podem levar o método track-and-trace um passo adiante ,envolvendo o usuário final.

Por exemplo, a empresa americana Sproxil  desenvolveu um Mobile Product Authentication (MPA) para ajudar os consumidores a autenticar os medicamentos que compram. Isto permite que os usuários finais ou mesmo os consumidores, verifiquem a autenticidade do produto usando uma etiqueta de segurança.

Da mesma forma, a grande farmacêutica Pfizer implementou um sistema onde os pacientes podem “descascar” o rótulo de um produto para revelar um código único, onde podem validá-lo online ou via SMS.

 Outras empresas, contam com tecnologia de telefonia móvel, como tags de comunicação de campo próximo (NFC). A Diageo por exemplo, para verificar o produto, os consumidores simplesmente precisam de usar o seu telemóvel com NFC para fazerem a leitura da etiqueta.

  • Gerindo dados distribuídos com Blockchain

A Blockchain tem potencial para resolver o problema da falsificação a nível mundial.

Esta depende apenas de um livro distribuído que mantém, rastreia e autentica informações com segurança.

Reconhecendo o potencial desta tecnologia, a DHL e a Accenture publicaram anteriormente um relatório de tendências de Blockchain para descrever os casos de uso para o setor de logística.

  •  Registando marcas registadas com agências alfandegárias

Além de registar as marcas da marca nos escritórios locais de propriedade intelectual em todo o mundo, também é importante fornecer detalhes dessas marcas registadas e outros recursos de identificação aos funcionários da alfândega. Para isso é preciso tratar de limitar as mercadorias ilegais que entram no país.

  • Formação de pessoal em práticas anti-contrafacção

As empresas devem pensar na possibilidade de implementar um sistema abrangente de combate à falsificação. O primeiro passo é a formação de pessoal para identificar e testar produtos falsificados, comprar apenas de fontes confiáveis, monitorar o fluxo de mercadorias e relatar a entrada de produtos falsificados na cadeia de fornecimento.